Patologia Veterinária
  • Resumo: Dirofilaria immitis – uma abordagem multidisciplinar

    Na sexta-feira, dia 09 de outubro, durante o encontro do GEHisPa, a médica veterinária Ana Paula Remor Sebolt apresentou ao grupo palestra intitulada “Dirofilaria immitis: uma abordagem multidisciplinar’’. Segue abaixo um resumo do tema abordado.

    A Dirofilaria immitis é um nematódeo causador da dirofilariose, popularmente conhecida como ‘’doença do verme do coração’’. Sua transmissão é dependente de vetores, uma vez que neles ocorre o desenvolvimento das larvas do parasita. Devido às características do ambiente, propícias ao desenvolvimento dos mosquitos vetores e das larvas do nematódeo, o parasita está mais presente em áreas litorâneas. Contudo, nos últimos anos foi observado um crescimento no número de casos em áreas mais distantes do litoral, devido principalmente ao aumento da temperatura, modificações ambientais, como expansão imobiliária, e migração de animais de áreas endêmicas a áreas com presença de vetores competentes.

    Com relação aos sinais clínicos, os animais geralmente são assintomáticos, com a gravidade da doença estando relacionada a carga parasitária. Quando há sinais clínicos, esses frequentemente se caracterizam por tosse, intolerância ao exercício e síncope.

    A infecção também pode ocorrer em seres humanos, sendo que estes são infectados da mesma forma que os cães. No entanto, em humanos o parasita não atinge a fase adulta, causando uma reação inflamatória no pulmão que gera um ou mais nódulos, sendo mais comum o nódulo isolado.

    A prevenção da doença ocorre principalmente ao evitar o contato dos mosquitos com animais não-humanos e humanos, por meio de repelentes e telas nas janelas, além de evitar a saída dos cães para ambientes externos em época de grande atividade dos vetores. Já o tratamento é feito com uso de lactonas macrocíclicas ou por meio de cirurgia para retirada dos parasitas. Além disso, também pode ser utilizado doxiciclina para combater a (bactéria essencial para a sobrevivência da Dirofilaria), fragilizando assim as formas do nematódeo.

     

     


  • Resumo: Intoxicação por samambaia em bovinos

    Distribuída do sul da Bahia ao Rio Grande do Sul, Pteridium aquilinum var. arachnoideum, popularmente conhecida como ”Samambaia”, é uma planta com capacidade de causar intoxicação em diversas espécies domésticas. Em monogástricos, tende a causar quadros neurológicos. Ruminantes por sua vez tendem a apresentar quadros radiomiméticos, que variam de acordo com a quantidade e período de consumo da planta. Nestes a forma aguda se apresente como diátese hemorrágica, enquanto que as formas crônicas são hematúria enzoótica e a formação de carcinomas de células escamosas no trato digestório.

    Seu diagnóstico é feito por meio das informações coletadas do histórico do animal e da região onde ele está inserido, sinais clínicos observados, presença da planta no local frequentado pelos animais e lesões encontradas no exame necroscópico. Não há tratamento para casos de intoxicação por samambaia, apenas medidas para evitar o aparecimento de novos casos. Dentre estas medidas, estão: retirar animais de áreas infestadas; realizar aração e calagem do solo; evitar prática de queima da pastagem; manter animais bem alimentados; praticar manejo rotacionado.

    No período de 2013 a 2020 o Laboratório de Patologia Veterinária da UFSC realizou 20 necropsias de animais intoxicados por plantas, dos quais 5 casos eram de intoxicação por samambaia. Além disso, foram recebidas amostras para histopatológico de 8 casos de CCE em bovinos, dos quais 3 foram causados por samambaia. De todos os casos de intoxicação por P. aquilinum, 6 casos eram de fêmeas, 1 de macho e 1 histopatológico no qual não foi informado o sexo do animal. Todos estes animais possuiam mais de 5 anos de idade e apresentavam formação de carcinomas de células escamosas no trato digestório. Com relação a localização exata dos tumores, 2 animais apresentaram CCE na base da língua, 1 na língua, 5 no esôfago, 1 no rúmen e 1 no cárdia, sendo que em 5 casos o carcinoma se apresentou bem diferenciado, em 1 caso moderamente diferenciado e em 2 casos indiferenciado. No que se refere a região de ocorrência, 4 casos ocorreram em Curitibanos, 2 em Ponte Alta do Norte, 1 em Francisco Beltrão e 1 em São Cristóvão do Sul. Já com relação a estação, 2 casos foram relatados na primavera, 2 no outono, 1 no inverno, 1 no verão e em 1 caso de histopatológico não foi informado ao laboratório a data da necropsia.


  • Principais intoxicações por plantas recebidas no LABOPAVE desde 2013

    As intoxicações por plantas tóxicas ainda são um problema presente no meio veterinário, principalmente na criação de grandes animais. Essa postagem vem trazer algumas características das plantas que já causaram mortes em animais recebidos no LABOPAVE.

    FONTE: TOKARNIA, Carlos Hubinger et alPlantas tóxicas do Brasil para animais de produção. 2. ed. Rio de Janeiro: Helianthus, 2012. 568 p.

    Todas as imagens de necropsia foram retiradas do acervo do LABOPAVE.

    Todas as partes são tóxicas, tanto verdes quanto dessecadas, sendo que foi observado que teores de alcaloides mais altos são encontrados antes da floração da planta. É encontrada em toda a região Sul do Brasil e em algumas áreas altas e frias da região Sudeste. Os valores das doses tóxicas são baseados na planta verde fresca.

     

    Na foto fígado de um bovino, fêmea, Angus com 8 anos, padrão lobular evidente, consistência aumentada, palidez por todo parênquima e área focalmente extensa de fibrose que se estende ao parênquima.

     

    Todas as partes da samambaia são tóxicas, sendo que o rizoma é mais tóxico. Dose tóxica para a: Forma aguda – bovinos 10 a 30g/kg. Hematúria enzoótica – bovinos menos de 10 g/kg/dia.  CCE (carcinoma de células escamosas)– bovinos maiores de 5 anos com ingestão crônica de doses relativamente pequenas. Evolução é de meses a anos.

     

    Na foto esôfago de um bovino, fêmea, Red Angus, 5 anos, apresentando espessamento da parede na região mais cranial. Ao corte, presença de massa com 2 cm de espessura. Na microscopia foi confirmado CCE bem diferenciado.

     

    Não se tem conhecimento da dose tóxica, mas sabe-se que é depende da quantidade de saponinas e esse fator varia conforme o clima.

     

    Nas imagens podemos observar o fígado com lesão arredondadas bem delimitadas multifocais com coloração vermelho escuro, mediando em torno de 5 cm. E no tegumento áreas apresentando lesões ulcerativas, necróticas e verrugosas de formato e tamanho irregular, variando de 2cm a 12cm, disseminada com aspecto de couve-flor, localizadas no dorso, membros e glândula mamária. Bovino, fêmea , Red Angus, 2 anos.

     

    O tremoço (Lupinus sp.) é usado quase que exclusivamente como adubo verde, pois se adapta em regiões de clima mais frio como Santa Catarina e Paraná.

     

    Nas fotos observamos um bovino, fêmea holandesa com 2 dias, com fenda palatina e lábio leborino, artrogripose acentuada e escoliose cervical, lombar e sacral.


  • Colorações especiais: Tricrômico de Masson

     Tricrômico Masson

    O Tricrômico de Masson (TM) é uma coloração especial usada principalmente para caracterizar e discriminar diferentes tecidos conjuntivos e componentes de tecidos moles. Músculo liso e queratina são corados em rosa a vermelho, colágeno em azul ou verde, e fibras elásticas em preto. Quando o colágeno é corado em verde a coloração é chamada de Tricrômico de Masson modificado por Goldner. O ácido fosfotúngstico ou fosfomolibdico é usado junto com os corantes aniônicos para criar uma solução de coloração equilibrada. A coloração consiste em coloração sequencial com hematoxilina de ferro, que cora os núcleos de preto; Escarlate de Biebrich que cora de vermelho o citoplasma e azul de anilina ou verde claro de anilina que cora o colágeno de azul ou verde, respectivamente.Essa coloração é empregada para diferenciar leiomiomas e tumores neurais. Fibrose perivascular, formação de cicatriz e lesões escleróticas também são melhor apreciadas com o uso do tricrômico de Masson. 

    English

    Masson’s trichrome is a special stain which is typically used to characterize and discriminate between various connective and soft tissue components. Smooth muscle and keratin stain pink-red, collagen stains blue-green, and elastic fibers appear black. When the collagen turns green the stain it’s called Masson’s Trichrome modified by Goldner. Either phosphotungstic or phosphomolybdic acid is used along with anionic dyes to create a balanced staining solution. The stain consists of sequential staining with iron hematoxylin which stains nuclei black; Biebrich scarlet which stain cytoplasm red and aniline blue or aniline light green which stain collagen blue or green respectively. Masson’s trichrome stain is frequently employed when the histopathologic differential includes leiomyomatous and neural tumors. Perivascular fibrosis, scar formation, and sclerotic lesions are also better appreciated with the use of Masson’s trichrome. 

     

     

     

    Esquema representando as cores que marcam os diferentes tecidos na coloração de Tricrômico de Masson.

     

    Foto 1: Pele, hemangiossarcoma, formação de novos vasos de diversos tamanhos, hamster chinês, macho, 1 ano e 6 meses, 40X, HE.

     

    Foto 2: Pele, hemangiossarcoma, formação de novos vasos de diversos tamanhos formados por células pavimentosas (endotélio) de elevado pleomorfismo, com núcleo fusiforme e citoplasma levemente eosinofílico. Há ninhos de células isoladas formando regiões sólidas apresentando núcleo variando de forma ovalada a estrelada e citoplasma indistinto, hamster chinês, macho, 1 ano e 6 meses, 400x, HE.

     

    Foto 3: Pele., hemangiossarcoma, formação de novos vasos de diversos tamanhos formados por células pavimentosas (endotélio) de elevado pleomorfismo, com núcleo fusiforme e citoplasma levemente eosinofílico. Há ninhos de células isoladas formando regiões sólidas apresentando núcleo variando de forma ovalada a estrelada e citoplasma indistinto, hamster chinês, macho, 1 ano e 6 meses, 400x, HE.

     

    Foto 4: Pele, hemangiossarcoma, formação de novos vasos de diversos tamanhos, hamster chinês, macho, 1 ano e 6 meses, 40X, Tricrômico de Masson.

     

    Foto 5: Pele, hemangiossarcoma, observar as áreas sólidas de coloração azulada que representam o colágeno, hamster chinês, macho, 1 ano e 6 meses, 400x, Tricrômico de Masson.

     

    Foto 7: Protocolo da coloração Tricrômico de Masson utilizada no LABOPAVE.

     

    The name of the stain “Trichrome” suggests a stain made with 3 dyes and that gives rise to 3 colors for different tissues


  • Colorações especiais: Azul de Toluidina

    Azul de toluidina

    O azul de toluidina é um corante catiônico metacromático do grupo de tiazinas que marca seletivamente grupos ácidos de componentes teciduais (radicais carboxílicos, sulfatos e fosfatos), apresentando afinidade pelo DNA dos núcleos celulares e pelo RNA presente no citoplasma, os quais fixam o corante e coram-se profundamente. No laboratório de patologia veterinária essa coloração é utilizada prevalentemente para diferenciação de tumores de células redondas dentre eles o mastocitoma. O azul de toluidina é responsável por corar os grânulos metacromáticos dos mastócitos neoplásicos em azul.

    English: Toluidine blue

    Toluidine blue is a metachromatic cationic dye of the thiazine group that selectively marks acid groups of tissue components (carboxylic radicals, sulfates and phosphates), showing affinity for cell nucleus DNA and cytoplasmic RNA, which fix the dye and blush deeply. In the veterinary pathology laboratory this staining is used predominantly for differentiation of round cell tumors among them the mast cell. Toluidine blue is responsible for staining the eosinophilic metachromatic granules of neoplastic mast cells in blue.

     

    CALANDRO, Terezinha Lisieux Lopes et al. Utilização do teste com o azul de toluidina como método auxiliar no diagnóstico de lesões orais. Revista Brasileira de Odontologia, Rio de Janeiro, v. 68, n. 2, p.196-199, jul. 2011.

     

    Foto 1: Pele, mastocitoma de baixo grau, canino, fêmea, Shih-tzu, 10 anos e 11 meses, HE, 10x.

     

     

    Foto 2: Pele, mastocitoma de baixo grau, canino, fêmea, Shih-tzu, 10 anos e 11 meses, HE, 40x.

     

     

    Foto 3: Pele, mastocitoma de baixo grau, canino, fêmea, Shih-tzu, 10 anos e 11 meses, HE, 40x.

     

     

    Foto 4: Pele, mastocitoma de baixo grau, canino, fêmea, Shih-tzu, 10 anos e 11 meses, Azul de Toluidina, 10x.

     

     

    Foto 5: Pele, mastocitoma de baixo grau, observar os grânulos intracitoplasmáticos dos mastócitos corados de azul e infiltrado de eosinófilos e neutrófilos, canino, fêmea, Shih-tzu, 10 anos e 11 meses, Azul de Toluidina, 40x.

     

     

    Foto 6: Pele, mastocitoma de baixo grau, observar os grânulos intracitoplasmáticos dos mastócitos corados de azul e infiltrado de eosinófilos e neutrófilos, canino, fêmea, Shih-tzu, 10 anos e 11 meses, Azul de Toluidina, 40x.

     

     

    Foto 7: Protocolo da coloração de Azul de toluidina utilizado no LABOPAVE.

     


  • Colorações especiais: Warthin Starry

    Warthin-Starry 

    O Warthin-Starry (WS) é uma coloração de prata utilizada para identificação de espiroquetas. Dentre as espécies identificadas são exemplos Leptospira spp., Alipia feles, Bartonella henselae, Borrelia burgdorferi, H. pylori, Legionella pneumophila, Treponema allidum. Os microrganismos são corados em preto.  A coloração Warthin-Starry tem a desvantagem da coloração inespecífica das fibras elásticas do tecido, dificultando a interpretação das seções da pele. Uma interpretação complicada adicional é a coloração positiva dos melanócitos.

    English

    Warthin-Starry (WS) is a silver color used for identification of spirochetes. Among the species identified are Leptospira spp., Alipia feles, Bartonella henselae, Borrelia burgdorferi, H. pylori, Legionella pneumophila, Treponema pallidum. The microorganisms are stained black. Warthin-Starry staining has the disadvantage of nonspecific staining of elastic tissue fibers, making interpretation in the sections of the skin difficult. An additional complicated interpretation is the positive staining of melanocytes. 

    FONTE: KUMAR, G.L. & KIERNAN, J.A. Education Guide: Special Stains and H&E. Ed 2. Carpinteria, 2010.

    Estômago, congestão difusa moderada associada à espiroquetas, canino, macho, Yorkshire terrier, 3 anos e 9 meses, 10x, HE.

     

    Estômago, congestão difusa moderada associada à espiroquetas, canino, macho, Yorkshire terrier, 3 anos e 9 meses, 40x, HE.

     

    Estômago, congestão difusa moderada associada à espiroquetas (seta branca), canino, macho, Yorkshire terrier, 3 anos e 9 meses, 100x, WS.

     

    Estômago, congestão difusa moderada associada à espiroquetas (setas brancas), canino, macho, Yorkshire terrier, 3 anos e 9 meses, 100x, WS.

     

    Estômago, congestão difusa moderada associada à espiroquetas (setas azuis), canino, macho, Yorkshire terrier, 3 anos e 9 meses, 100x, WS.

     

    Protocolo coloração de Warthin Starry LABOPAVE

     


  • Retículo pericardite traumática

    Os bovinos são pouco seletivos, portanto estão mais suscetíveis a deglutir corpos estranhos, as vacas leiteiras adultas são mais acometidas devido a mais frequente exposição a esses objetos, também pode-se levar em consideração a idade desses animais que comparado a gado de corte permanecem por mais tempo na propriedade. Os corpos estranhos deglutidos alojam-se normalmente no reticulo, isso ocorre devido a presença das pregas de seu revestimento mucoso. Esses corpos estranhos podem perfurar o reticulo e o diafragma chegando na cavidade torácica e podendo perfurar o saco pericárdio, assim causando a reticulo pericardite traumática.

    English: Cattle are poorly selective, so they are more susceptible to swallowing foreign bodies, adult dairy cows are more affected due to more frequent exposure to these objects, it can also be taken into account the age of these animals compared to beef cattle which stand more time on property. Swallowed foreign bodies normally lodge in the reticulum, this is due to the presence of the folds of its mucous lining. These foreign bodies may pierce the reticulum and the diaphragm reaching the thoracic cavity and may perforate the pericardial sac, causing traumatic pericarditis reticulum.

    Imagem 1: bovino, cavidade torácica, distensão do saco pericárdio, que está preenchido por liquido e inflamação.

     

    Imagem 2: bovino, saco pericárdio, material fibrinoso que preenche o saco pericárdico e recobre o coração.

     

    Imagem 3: bovino, coração, no ventrículo, se observa um objeto pontiagudo que atravessa a parede do mesmo.

     

    Imagem 4: bovino, coração, presença de área de necrose do miocárdio, na área de inserção do objeto pontiagudo (arame).

     

    Imagem 5: bovino, reticulo, fragmento com a presença do objeto pontiagudo (arame).

     

    Imagem 6: bovino, pulmão presença de abscesso na porção cranial do lobo caudal direito, ao porte mostrando material purulento.

     

    Vídeo 1: bovino, abertura do saco pericárdico, onde há grande quantidade de liquido e material fibrinoso.

    Vídeo 2: bovino coração, retirada do objeto pontiagudo que estava inserido no miocárdio.


  • Colorações Especiais: Picrosirius

    Ainda em clima de Natal apresentamos a coloração de Picrosirius. 

    Picrosirius é uma coloração seletiva de tecido conjuntivo que permite uma análise qualitativa das fibras colágenas do tecido conjuntivo. Quando observada sob luz polarizada, pela diferença na interferência de cores, na intensidade e na birrefringência dos tecidos corados, essa coloração permite a diferenciação principalmente das fibras tipo I e tipo III. O principal uso da coloração é na coloração e diferenciação dos diferentes tipos de colágeno, porém ela também tem sido utilizada para o diagnóstico diferencial de neoplasias fibrocísticas. Para observação do Picrosirius, é possível utilizar um simples filtro polarizante no caminho da luz. Uma dica é a utilização de óculos 3D. 

     

    ENGLISH

    Still in Christmas mood we present the coloring of Picrosirius.

    Picrosirius is a selective connective tissue staining that allows a qualitative analysis of the collagen fibers of connective tissue. When observed under polarized light, due to the difference in color interference, intensity and birefringence of the stained tissues, this staining allows the differentiation mainly of type I and type III fibers. The main use of staining is in staining and differentiation of different types of collagen, but it has also been used for the differential diagnosis of fibrocystic neoplasms. For examination of the Picrosirius stain, it is possible to simply utilize a simple polarizing filter in the light path. One tip is the use of 3D glasses.

    Fonte:

    BEDOYA, S.A.O. et al. Caracterização de colágenos tipos I e III no estroma do carcinoma de células escamosas cutâneo em cães. Arq. Bras. Med. Vet. Zootec., Belo Horizonte, v. 68, n. 1, p.1-4, set. 2015.

    KUMAR, G.L. & KIERNAN, J.A. Education Guide: Special Stains and H&E. Ed 2. Carpinteria, 2010.

     

     

    Pele, hemangiopericitoma, canino, macho, SRD, 11 anos e 7 meses, obj. 4x, HE.

     

    Pele, hemangiopericitoma, canino, macho, SRD, 11 anos e 7 meses, obj. 10x HE.

     

    Pele, hemangiopericitoma, canino, macho, SRD, 11 anos e 7 meses, obj. 40x, HE.

     

    Pele, hemangiopericitoma, canino, macho, SRD, 11 anos e 7 meses, obj. 4x, Picrosirius.

     

    Pele, hemangiopericitoma, canino, macho, SRD, 11 anos e 7 meses, obj. 10x, Picrosirius.

     

    Pele, hemangiopericitoma, canino, macho, SRD, 11 anos e 7 meses, obj. 10x, Picrosirius.

     

    Protocolo de coloração utilizado pelo Laboratório de Patologia Veterinária (LABOPAVE).

     


  • Colorações Especiais: Alcian Blue

    Alcian Blue ou Azul de Alciano

    Os corantes de Alcian são compostos catiónicos e formam ligações eletrostáticas (iônica) com determinados grupos polianióicos carboxil ou sulfato. O Azul de Alcian (AA) tem grande especificidade em corar mucinas ácidas. Os tecidos não são afectados por posteriores tratamentos com água ou álcool e tem elevada durabilidade da coloração. Este corante cora específica e intensamente mucinas ácidas, de cor azul. Na patologia essa coloração é interessante para diferenciar certos tumores secretores de mucina ou com componentes mucinoides como carcinoma rico em lipídeos no pulmão, onde pode haver proliferação de células caliciformes secretoras de muco.

     

    Alcian Blue

    Alcian dyes are cationic compounds and form electrostatic bonds with certain carboxyl or sulfate polyanionic groups. Alcian Blue (AA) has great specificity in staining acid mucins. Alcian Blue (AA) has great specificity in staining acid mucins. The tissues are unaffected by subsequent water or alcohol treatments and have high color durability. This dye stains specifically and intensely acidic mucins, in blue color. In pathology this staining is interesting to differentiate certain mucin-secreting tumors or mucinoid-like tumors such as lipid-rich carcinoma in the lung, where there may be proliferation of mucus-secreting goblet cells.
    FONTE:https://www.fciencias.com/2014/06/26/tecnicas-de-coloracao/. Acesso em 06/11

     

     

    Intestino grosso, suíno, macho, Comercial, 40 dias, objetiva de 4x, HE.

     

    Intestino grosso, suíno, macho, Comercial, 40 dias, objetiva de 40x, HE.

     

    Intestino grosso, suíno, macho, Comercial, 40 dias, objetiva de 4x, AB.

     

    Intestino grosso, suíno, macho, Comercial, 40 dias, objetiva de 40x, AB.

     

    Protocolo de coloração utilizado pelo Laboratório de Patologia Veterinária (LABOPAVE).


  • Colorações Especiais

    Na patologia veterinária um dos métodos utilizados para diagnóstico confirmatório são as colorações especiais. Tendo isso em vista serão realizadas postagens mensais acerca das colorações utilizadas no LABOPAVE bem como sua finalidade e imagens ilustrativas. Esperamos que todos aproveitem e aprendam!